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Exposição

Exposição TRANSposição leva arte transgênera ao Museu de Favela

Por Andre Borges · 6 de novembro de 2026
exposição TRANSposição

A exposição TRANSposição chega ao Museu de Favela (MUF), em Ipanema, no Rio de Janeiro, com uma proposta que une arte, memória, ancestralidade e resistência. A mostra coletiva será inaugurada em 13 de novembro de 2026, às 14h, reunindo 28 obras de 13 artistas, intelectuais e fazedoras de cultura trans.

Idealizada pela artista, curadora e pesquisadora Lu Oliveira, a exposição apresenta parte de um mapeamento dedicado à produção artística e intelectual da comunidade transgênera brasileira. A proposta é colocar em evidência diferentes experiências e linguagens artísticas, abordando temas como identidade, violência, espiritualidade, memória, território e direitos.

A entrada é gratuita e a exposição permanece em cartaz até 22 de janeiro de 2027.

O que é a exposição TRANSposição?

A TRANSposição é um projeto curatorial voltado à pesquisa, preservação, documentação, comunicação e educação relacionadas à produção cultural trans no Brasil.

O projeto foi lançado oficialmente em 2025, no Espaço Cultural do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (CCH/Unirio). A iniciativa utiliza uma metodologia própria chamada Desmontagem Museológica.

Para a mostra no Museu de Favela, o projeto reúne trabalhos de diferentes linguagens e trajetórias, criando um espaço para refletir sobre as experiências da população trans e sobre as formas como essas histórias são registradas, preservadas e apresentadas ao público.

A exposição é financiada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SECEC/RJ), por meio do edital Fluxos Fluminenses, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura.

Três eixos organizam a exposição

A exposição TRANSposição está dividida em três eixos narrativos. Cada um apresenta uma perspectiva diferente sobre as experiências trans, relacionando denúncia, ancestralidade, território e cotidiano.

O silêncio dos inocentes não será perdoado

O primeiro eixo aborda a violência, a desigualdade e a transfobia, questionando situações de omissão e exclusão.

Entre os trabalhos apresentados estão “Ordem e Progresso” e “A Geógrafa”, de Agrippina Manhattan; a série de gravuras “Sem nome e sem endereço”, de Agatha Maria; e a instalação “Cristo das pobres oprimidas prostitutas”, de Lu Oliveira.

As obras colocam em discussão a violência contra pessoas trans e as estruturas sociais que contribuem para a invisibilização dessas experiências.

TransAncestralidade

O segundo eixo aproxima arte, memória, genealogia e espiritualidade.

Entre os destaques estão “Filtro de memória”, de Milu Almeida; gravuras de Travadon4; e o audiovisual “Flores para Geni”, de Alma Flora e Amber Blenda.

A seleção aborda ancestralidades negras, afeto, acolhimento e a construção de futuros possíveis. Também discute as disputas relacionadas à representação de corpos e identidades dissidentes.

Nascida no subúrbio nos melhores dias

O terceiro eixo olha para a vida cotidiana e para a possibilidade de viver experiências comuns no território periférico.

A proposta valoriza temas como trabalho, descanso, lazer, criação artística e visualidade periférica.

Entre os trabalhos está “Sementeiras Radicais”, de Rastros de Diógenes, produzida com argila e sementes de milpa. A obra dialoga com técnicas ancestrais de cultivo e reflorestamento e aproxima arte, agroecologia e a ideia de um território socialmente justo.

Elisa do Talho apresenta trabalhos com lambe-lambe, grafite e pixo, linguagens que dialogam diretamente com a ocupação artística do espaço urbano.

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Já os desenhos e pinturas de Jad Correia exploram referências de moda, beleza e criação, destacando uma produção artística que parte da favela e dialoga com diferentes públicos.

Outro destaque é “Quando me lembrei que já fui Rio”, de Agatha Maria, trabalho que aborda a memória da migração familiar feminina e a relação entre afetos, território e pertencimento.

Artistas e nomes presentes na TRANSposição

A exposição reúne trabalhos e acervos relacionados a:

  • Agatha Maria
  • Agrippina R. Manhattan
  • Alma Flora
  • Amber Blenda
  • Elisa do Talho (V1tupere)
  • Gabe Arnaudin
  • Jad Correia
  • Profa. Dra. Megg Rayara Gomes de Oliveira
  • Lu Oliveira
  • Milu Almeida
  • Rastros de Diógenes
  • Travadon4
  • Noite das Estrelas

A diversidade de trajetórias é parte importante da proposta da mostra, que busca ampliar a visibilidade da produção artística e intelectual trans.

Arte, memória e resistência

Mais do que apresentar obras, a exposição TRANSposição propõe uma reflexão sobre quem produz memória, quais histórias são preservadas e como diferentes identidades ocupam os espaços culturais.

Ao levar essa produção para o Museu de Favela, a mostra também estabelece um diálogo com a história e a atuação do próprio MUF, instituição criada por lideranças comunitárias e culturais dos morros do Cantagalo, Pavão e Pavãozinho. O museu trabalha com a preservação das memórias, narrativas e expressões culturais desses territórios.

O espaço do MUF possui exposições de longa e curta duração, ambientes digitais e experiências relacionadas à memória e à cultura das favelas.

Quando começa a exposição TRANSposição?

A abertura da TRANSposição acontece em:

Data: 13 de novembro de 2026
Horário: 14h
Entrada: gratuita
Encerramento da mostra: 22 de janeiro de 2027

A exposição será realizada no Museu de Favela, em Ipanema.

Onde fica o Museu de Favela?

O Museu de Favela fica na:

Rua Alberto de Campos, 12, 4º andar — Ipanema, Rio de Janeiro/RJ.

O endereço é confirmado pelo cadastro institucional do Estado do Rio e pelo próprio Museu de Favela.

O MUF está instalado no edifício do CIEP João Goulart, no 4º andar.

Como chegar ao MUF

Uma das formas de chegar ao museu é pela Praça General Osório, em Ipanema.

A partir da saída A do metrô, o visitante pode seguir pela Rua Visconde de Pirajá até a Rua Farme de Amoedo. Depois, deve continuar até a Rua Alberto de Campos e seguir até o número 12.

O MUF orienta que o acesso pela Rua Alberto de Campos não passa pelo território da favela. No edifício, o visitante deve utilizar os elevadores até o 4º andar, onde fica a sede do museu.

Horário de funcionamento

As informações divulgadas para a exposição indicam funcionamento de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, com última entrada às 17h.

Como o site oficial do MUF apresenta atualmente informações diferentes sobre os dias de visitação, é recomendável confirmar diretamente com o museu antes de sair de casa. O endereço e os canais institucionais estão disponíveis no site oficial do Museu de Favela (MUF).

Entrada gratuita

A visita à exposição TRANSposição é gratuita, de acordo com as informações de divulgação da mostra.

A gratuidade amplia o acesso do público a uma programação cultural que coloca em primeiro plano artistas, intelectuais e produtoras de cultura trans, além de estimular o debate sobre memória, identidade, território e direitos.

Por que visitar a TRANSposição?

A mostra apresenta uma oportunidade de conhecer diferentes perspectivas da produção artística trans brasileira e, ao mesmo tempo, refletir sobre questões sociais presentes no cotidiano.

Entre os principais motivos para visitar estão:

  • conhecer 28 obras de artistas e fazedoras de cultura trans;
  • entrar em contato com diferentes linguagens artísticas;
  • conhecer trabalhos relacionados à memória e à ancestralidade;
  • refletir sobre identidade, território e pertencimento;
  • prestigiar uma exposição gratuita no Rio de Janeiro;
  • conhecer o espaço cultural do Museu de Favela;
  • acompanhar uma iniciativa que conecta arte, pesquisa e preservação da memória.

FAQ: Exposição TRANSposição no Rio

Quando começa a exposição TRANSposição?

A abertura acontece em 13 de novembro de 2026, às 14h, no Museu de Favela, em Ipanema.

A entrada é gratuita?

Sim. A exposição tem entrada gratuita.

Até quando a TRANSposição fica em cartaz?

A mostra fica em cartaz até 22 de janeiro de 2027.

Quantas obras fazem parte da exposição?

A TRANSposição reúne 28 obras.

Quantas pessoas participam da mostra?

A exposição reúne trabalhos de 13 artistas, intelectuais e fazedoras de cultura trans.

Onde fica a exposição?

A mostra acontece no Museu de Favela (MUF), na Rua Alberto de Campos, 12, 4º andar, em Ipanema, no Rio de Janeiro.

Qual é o horário de funcionamento?

O material de divulgação da exposição informa funcionamento de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, com última entrada às 17h. Como o MUF apresenta atualmente informações diferentes em seu site, vale confirmar o funcionamento antes da visita.

Conclusão

A exposição TRANSposição chega ao Museu de Favela como uma mostra que combina arte, memória, ancestralidade e resistência. Ao reunir 28 obras de artistas e fazedoras de cultura trans, a iniciativa amplia a presença dessas narrativas no circuito cultural do Rio de Janeiro.

Com entrada gratuita e temporada até janeiro de 2027, a exposição convida o público a conhecer diferentes formas de criação e a refletir sobre identidade, território, pertencimento e memória.

Para quem procura exposições gratuitas no Rio de Janeiro, a TRANSposição é uma programação que merece entrar no roteiro cultural dos próximos meses.

Andre Borges

Andre Borges

Andre Borges é historiador e pesquisador sobre o Rio de Janeiro e criador do Giro 0800. Sempre gostei da história do Rio de Janeiro, queria contribuir para a cidade, mas não sabia como, queria uma maneira lúdica de contar a história desta cidade e informar. O Giro 0800 nasceu dessa ideia, reunindo informação, cultura, história e programação gratuita para quem quer aproveitar o Rio de Janeiro.

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