O festival de documentários Sinédoque chega à sua sexta edição no Rio de Janeiro, entre os dias 4 e 8 de novembro de 2026. Com entrada gratuita, o evento acontece no Estação Claro Rio, em Botafogo, e reúne 23 filmes brasileiros, além de debates, masterclasses e uma cerimônia de premiação.
A programação apresenta produções de diferentes regiões do país e aborda temas como memória, política, cultura popular, racismo, direitos humanos e questões ambientais. As exibições estão organizadas em seis sessões temáticas, proporcionando ao público diferentes perspectivas sobre a sociedade brasileira.
Para quem procura o que fazer de graça no Rio de Janeiro, a Sinédoque é uma oportunidade de conhecer produções independentes e participar de atividades culturais dedicadas ao cinema nacional.
Sinédoque reúne documentários de todo o Brasil
Criada em 2021, durante a pandemia, a Sinédoque surgiu no ambiente digital e se consolidou como um espaço de valorização e divulgação do cinema documental brasileiro em curta-metragem.
Na edição de 2026, a seleção reúne filmes das cinco regiões do país. As produções exploram experiências individuais e coletivas, abordando questões como racismo, violência urbana, migração, ancestralidade, manifestações artísticas e preservação da memória.
Entre os destaques está Helena! Cinema!, de Cavi Borges e Christian Caselli, que celebra a trajetória de Helena Ignez, atriz e cineasta importante para o cinema brasileiro.
Outro título selecionado é Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique. O documentário pernambucano revisita o conflito envolvendo a cidade de Olinda e a chegada de uma unidade do McDonald’s, abordando questões relacionadas à identidade cultural e às transformações urbanas.
A programação também inclui Réquiem para Moïse, de Susanna Lira e Caio Barretto Briso. O filme aborda o assassinato do jovem imigrante congolês Moïse Kabagambe, no Rio de Janeiro, e expõe o racismo e a violência enfrentados por refugiados africanos no Brasil.
Seis sessões temáticas exploram diferentes histórias
Os 23 filmes do festival estão distribuídos em seis sessões temáticas, que aproximam produções de diferentes regiões e estilos.
Ordem Mundial
A sessão reúne documentários sobre disputas ideológicas, fronteiras, memória e transformações políticas.
Entre os títulos estão De alguma forma o destino é algo que pode nos pertencer, da Bahia; Estátuas também morrem?, do Rio Grande do Sul; Soldado sem sono, de Goiás; e Os Arcos Dourados de Olinda, de Pernambuco.
Mulheres em Perfil
A sessão apresenta trajetórias femininas marcadas pela resistência, pela criação artística e pela preservação de saberes ancestrais.
Um dos destaques é Mulheres do Ribeira, de Leticia Tonon, que retrata parteiras, agricultoras e guardiãs de conhecimentos tradicionais do Vale do Ribeira.
A programação também inclui A Pele do Ouro, sobre memória e exploração na Amazônia brasileira; V.O. por F.P., um encontro entre duas cineastas em Copacabana; e Helena! Cinema!, dedicado à trajetória de Helena Ignez.
Arquivo e Memória
Imagens históricas, documentos e registros do passado são o ponto de partida dos filmes desta sessão, que investiga acontecimentos e recupera histórias pouco conhecidas.
Entre as produções está Defloradas, de Luísa Reis, que utiliza arquivos policiais, documentos médicos e registros jurídicos para investigar diferentes formas de violência contra o corpo feminino ao longo do tempo.
Já Um filme para lembrar da utopia, de Reinaldo Cardenuto, recupera registros cinematográficos realizados no Brasil durante os anos 1960.
Completam a sessão A Cachoeira, da Bahia, e Um certo cinema brasileiro, de Sergipe.
Cultura de Rua
A cultura urbana ganha espaço em uma sessão dedicada à poesia, ao hip-hop, à dança e à arte de rua. Dos quatro filmes selecionados, três são produções do Rio de Janeiro.
- Versos da Rua: acompanha poetas que ocupam ruas e praças cariocas com batalhas de poesia e rodas culturais.
- Filme em Cartaz: dá voz a um cartaz de rua que narra sua existência e seu papel como testemunha de movimentos políticos, sociais e culturais.
- Luis do Charme: recupera a trajetória de um homem dedicado à dança por meio de um encontro entre pai e filha.
A sessão também apresenta Nação Hip Hop: Cultura de Rua, de Santa Catarina, sobre o primeiro programa independente de televisão aberta dedicado ao hip-hop no Brasil, exibido entre 2001 e 2006.
Violência Carioca
Esta sessão reúne três documentários que abordam racismo, desigualdade, violência policial e as consequências da violência nas favelas do Rio de Janeiro.
Além de Réquiem para Moïse, a programação inclui Cadu Barcellos – Cria não morre, vira lenda, de Wagner Novais, sobre a trajetória, a ancestralidade e o legado do cineasta negro criado na Maré.
O terceiro título é Cartas pela Paz, de Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger. O filme acompanha cinco crianças moradoras de favelas cariocas que escrevem cartas reivindicando o direito de brincar e estudar, compartilhando sonhos e medos em meio às operações policiais.
Queridinhos
A última sessão competitiva reúne quatro produções que encontram humor, música, poesia e afeto nas experiências cotidianas.
Um dos destaques é Filme-Copacabana, de Sofia Leão, que acompanha uma jovem sentada em uma cadeira de praia na calçada de Copacabana, observando o movimento da cidade como se assistisse a um filme.
A seleção também inclui Tarde no Planeta, Recife tem um Coração e Bregueragem. A sessão será seguida de debate com o público.
Festival oferece masterclasses gratuitas
Além das exibições, a Sinédoque promove duas masterclasses gratuitas para quem deseja conhecer melhor os processos criativos do cinema documental. As atividades acontecem presencialmente no Estação Claro Rio e têm vagas limitadas.
Roteiro para Documentário
No dia 5 de novembro, quinta-feira, das 15h às 18h, a roteirista Rita Toledo ministra a masterclass Roteiro para Documentário: argumento, pesquisa, montagem e linguagem híbrida.
Realizada em parceria com o Projeto Paradiso, por meio do programa Paradiso Multiplica, a atividade aborda as etapas de desenvolvimento de um documentário, desde a pesquisa inicial até as transformações provocadas pelas filmagens e pela montagem.
O encontro também discute os desafios da escrita e reescrita de roteiros e o desenvolvimento de projetos audiovisuais.
Fabular o Brasil: arquivos, fotografia e memória
No dia 6 de novembro, sexta-feira, também das 15h às 18h, o artista visual e pesquisador Rafael Cosme conduz a masterclass Fabular o Brasil: arquivos, fotografia e memória.
A atividade parte do projeto O Passado é Um Ponto de Luz, que reúne fotografias amadoras do Rio de Janeiro coletadas ao longo de mais de uma década.
O encontro explora as relações entre imagem, memória e criação artística e inclui a exibição do curta-metragem homônimo, dirigido por Tadeu Bijos.
As inscrições para as duas atividades devem ser realizadas pelo site oficial do festival, conforme a disponibilidade de vagas.
Premiação acontece no último dia
A sexta edição da Sinédoque vai premiar cinco produções. Três filmes receberão o Prêmio do Público, definido pela votação dos espectadores. O júri oficial escolherá o vencedor do Prêmio do Júri e concederá uma Menção Honrosa.
Entre os integrantes do júri estão Ana Bovino, diretora e produtora selecionada para a Sundance Institute Latin Scholarship; Flavia Candida, cineasta e curadora; e Gabriel Trigueiro, escritor, crítico literário e doutor em História Comparada pela UFRJ.
Os vencedores serão anunciados no domingo, 8 de novembro, às 18h, durante a cerimônia de encerramento. A programação inclui a entrega dos troféus e a exibição dos filmes premiados.
Como participar do festival de documentários no Rio
As sessões da Sinédoque são gratuitas e acontecem no Estação Claro Rio, em Botafogo. A abertura está marcada para quarta-feira, 4 de novembro, às 20h. O encerramento será no domingo, dia 8, com a premiação.
Quem deseja participar das masterclasses deve consultar as informações e realizar a inscrição antecipadamente, pois as vagas são limitadas.
Serviço
Sinédoque – 6º Festival Nacional de Documentários Curtos
- Data: 4 a 8 de novembro de 2026
- Local: Estação Claro Rio, Botafogo, Rio de Janeiro
- Entrada: gratuita
- Abertura: 4 de novembro, às 20h
- Masterclasses: 5 e 6 de novembro, das 15h às 18h
- Encerramento e premiação: 8 de novembro, às 18h
- Programação e inscrições: www.sinedoque.com.br
Todas as exibições são gratuitas. Consulte o site oficial para conferir a programação completa e as condições de participação nas atividades formativas.
Uma opção de programa cultural gratuito em Botafogo
Com produções de diferentes regiões brasileiras, debates e atividades formativas, a Sinédoque oferece ao público uma oportunidade de conhecer novos realizadores e refletir sobre questões sociais, culturais e históricas do país.
Para quem gosta de cinema e procura eventos gratuitos no Rio de Janeiro, o festival é uma opção para incluir na agenda cultural de novembro. A iniciativa também amplia a visibilidade de documentários independentes e de histórias que ajudam a compreender a diversidade brasileira.





